sábado, 12 de setembro de 2009

O que você vai entender disso tudo?

Merda! Foi a melhor palavra que encontrei para tentar expressar a minha raiva sobre certos fatos da noite passada. Uma explicação deste descontrole? Não não, ficaria mais frustrado com o contraste entre a expressão de pesar nos olhos e o sentimento de indiferença que há no coração de quem ouve a minha história. Basta que saibam da perda dos meus freios.
Merda! E ainda aumenta meu desgosto, mas agora se volta a mim mesmo. Desgosto. Desgosto por não ser racional o suficiente para ponderar sobre os fatos. Ponderar que ao mesmo tempo das desgraças que me deixam com a vontade de sentir o chão como bom travesseiro após vários socos no estômago há muitas outras para me animar: família, amigos, sucesso no trabalho, diversão...

Ora, mas não me importa agora o que pode me levantar. Ora, não me venha perguntar se estou bem, ou se preciso de ajuda. Não quero! Tirem a mão e os olhos de mim! Não venha me chamar de ingrato!

O homem declarou e lutou por direitos de liberdade, humanidade e também expressou o direito de ser feliz.

Balela!

Esqueceram ou não fizeram questão de lembrar que a tristeza também é direito! E, como se não bastasse, reiteraram que ser feliz é uma obrigação de modo que é quase crime reclamar da vida ou se lamentar vez ou outra. Ora, tenho o direito de estar triste, de ter raiva nos dentes, de te odiar profundamente.

Mas no fim, o que importa no fundo tudo isso a quem lê?

Merda! É o único grito meu que as pessoas lembrarão sobre essa desconexão minha chamada raiva.

Desisto.
Este texto vai mesmo ao lixo!
Ficarei recluso no meu silêncio

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Lenvantado do chão

O amor que ainda não é amor é
pura expectativa,
Beijo em travesseiro,
Suspiros abobados,
Ares de ridículo,
Mas encantadoramente de apaixonado.

É também acreditar piamente na falha e pensar na felicidade de ver o erro da própria crença
É angústia pra quem não luta, reza pelo acaso e vive com o tormento do “e se...”
É friozinho na barriga pra quem vai em frente e decide responder pelas próprias ações.

Há amores que não viraram mas vão se tornar amores de fato.
Há amores que não viraram ainda e morrerão presos na garganta
Mas que antes de sepultados moerão nossos ossos com grande mágoa
Afinal, o sonho faz voar,
A realidade faz cair
A dor faz levantar.

Mas,mesmo assim, dói no peito sentir a ausência de quem se amou no pensamento
De mãos espalmadas em outro peito.
E como dói levantar.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

O dia em que criei

Se um dia precisar dizer que te amo
Inventarei uma palavra nova
Um neologismo sem modismos
Que nenhum crítico literário catalogará
Que só nos saberemos

Quero o seu amor só pra mim
No máximo do meu egoísmo
Silencioso
Calmo
Maduro
Mas com a fúria de um infante.

Direi tudo numa palavra que não faça o mínimo sentido,
Sobre um sentimento mais antigo que a Criação
Que talvez não soe assim tão novo
Mas que com certeza te fará sorrir.


O homem tão tolo,
Ainda tenta entender,
Mas pra quê?

Serão dias sem sentido
À deriva no céu ao seu lado.
Não precisaremos explicar nada,
Não precisaremos de um mapa,

Os meus olhos nos teus e
O amanhecer nos bastará.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O princípio da tristeza

Desde quando?
Desde quando dói?
Desde o dia dez?
Desde dezembro?
Desde o além?
Desde quando esperei?
A quem ?

Pra pedir pra te ver
E você me deixar um bilhete?

“Desde o dia “Dê”
Desde o “Dê”
De desleixo
De desdém”

Desde quando dói?
Agora eu sei
Desde o dia em que você desconsiderou minhas palavras.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Lembrete rápido

Se um dia você me perguntasse se era a garota por quem eu sempre sonhei, diria com toda a certeza que não.Pois, se dissesse que sim, me chamariam de romântico, gênio, cafajeste, coisas que não sou.

Na verdade, apenas encontrei uma pessoa fantástica que estava além da minha capacidade de imaginar,de sonhar.

domingo, 19 de julho de 2009

Poema triste

Se apenas você soubesse o quanto sou triste
Quando vejo
Seu passo arrastado,
Sua respiração doída,
Seu olhar arrasado,
Sua lágrima não caída

Se apenasvocê soubesse o quanto quero lutar
Pela sua felicidade,
Pelo seu sorriso,
Pela sua saudade...

Se apenas soubesse de tudo isso,
Do que não te digo,
Da minha indignação
Da minha raiva de quem quer te ter na mão
De quem te trata como um cão.

Se apenas você soubesse o quanto me dói ver o seu riso despedaçado
Desejaria que eu não tivesse olhos, boca e que fosse desalmado

Mas você não sabe ,
Não sabe como dói meu coração....

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Futuro do subjuntivo

E se eu te dissesse que por trás dessa minha fala espontânea, há palavras dentro de mim tão fixas como tinta em papel de modo que elas não conseguem sair da minha boca? Saudades é uma delas.

E se eu te dissesse que por trás desse meu ar meio frio e desajeitado há um coração que no intervalo de suas batidas faz questão de fazer silêncio pra se lembrar em luto dos momentos em que você está ausente?
E se eu te dissesse que por trás desses meus risos tão grandes há um rapaz que logo se entristece quando vê raiva ou amargura nos seus olhos?

E se eu te dissesse que por trás dos meu olhos duros há um menino que quer te fazer lembrar da simplicidade da vida ,dos risos bobos, da felicidade descompromissada?Mas,que também há um homem que se preocupa em cuidar de você,seja nos dias de choros terríveis em que você precise de um ombro ou seja nos momentos em que você apenas rala o joelho e só precise de um band-aid,estarei lá pra te dizer: “Quando casar,sara” ?
E se eu te dissesse que, mesmo com esse meu ar desatento, fico angustiado em ver que nada posso fazer pra te ajudar?

Mas, e se eu te dissesse tudo isso e você nem desse bola?
Como poderia confirmar que tudo é se não a verdade?